Por Nascimento Jr.
Fevereiro! Alegria! Muita festa! Todo dia... A música “A galera”, da cantora baiana Ivete Sangalo, resume o espírito da maior festa popular brasileira, o carnaval. Trata-se de período ímpar, que contagia todo o país e leva milhares de foliões às ruas, sambódromos, clubes e demais locais tradicionais de celebração. Mas apesar do clima de festa, a ocasião também pede atenção especial em relação às chamadas DSTs – doenças sexualmente transmissíveis.
O ambiente de alegria, muitas vezes misturado ao consumo de álcool, banalização do sexo e à imaturidade do público adolescente, cria condição favorável à disseminação do problema, que todos os anos recebe tratamento diferenciado do Ministério da Saúde.
Campanhas na TV, jornais, rádios e demais meios de comunicação estimulam o uso do preservativo e são a principal estratégia do Governo Federal no combate às DSTs no carnaval, em especial o HIV/Aids.
Segundo dados do programa nacional DST Aids, somente em 2010 foram notificados 34.218 pacientes com HIV. A incidência no Brasil foi de 17,9 casos por 100 mil habitantes. Em São Paulo, o número absoluto de infectados caiu pela metade nos últimos 10 anos. Mesmo assim os índices ainda assustam. De acordo com boletim epidemiológico recém-divulgado saúde | guia de saúde dr. Coop Nascimento Jr. pelo Programa Estadual de DST/Aids, a doença matou
3.141 pessoas em 2010, ou seja, mais de 8,5 pessoas por dia.
Apesar de toda orientação disponível, campanhas preventivas e distribuição gratuita de preservativos em postos de saúde, o principal meio de transmissão da Aids ainda é a relação sexual desprotegida. O sexo sem camisinha com infectados pelo HIV foi responsável pela contaminação de 83,1% das mulheres com mais de 13 anos em 2010 e de 72,1% dos homens.
O exame que detecta o vírus está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde, assim como o tratamento, que é para toda a vida. Dessa forma, os foliões devem ter em mente que a melhor terapia é sempre a prevenção. A camisinha é o método mais eficaz para evitar a maioria das doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a Aids.
O uso é indicado tanto para relações sexuais vaginais como orais e anais.
Apesar de o sexo desprotegido ser a principal forma de contágio das DSTs, outras formas de infecção ocorrem através do compartilhamento de seringas e agulhas – comum entre usuários de drogas –, transfusão de sangue contaminado, contato com instrumentos perfurocortantes não esterilizados e de mãe para filho no período da gestação, no momento do parto ou durante a amamentação.