Bem estar 06/02/2012 15h41

Ansiedade: evite os “criminosos alimentares”

Entenda como a cafeína e o açúcar contribuem para o aumento do nível de ansiedade


O consumo de café faz parte da nossa cultura e frequentemente é visto como uma ajuda. Porém, o que poucos sabem é que ele aumenta o nível do neurotransmissor norepinefrina no cérebro, que deixa a pessoa alerta e acordada, e aumenta a atividade do sistema nervoso simpático e da adrenalina da mesma forma que uma situação de estresse faria. A cafeína também “sequestra” a vitamina B1 (tiamina), que é uma das vitaminas conhecidas como antiestresse. Ou seja, apesar de deixá-lo mais desperto, o excesso de cafeína pode mantê-lo cronicamente tenso, agitado, mais suscetível à ansiedade.

Como regra geral, o ideal seria consumir menos de 100 miligramas de cafeína por dia a fim de minimizar seu efeito ansiogênico. Isso equivale a uma xícara de café coado ou a uma lata de refrigerante do tipo cola por dia, no máximo. É válido lembrar que é grande a variação individual quanto à sensibilidade à cafeína. Alguns podem tomar várias xícaras de café com efeitos mínimos, enquanto outros facilmente perceberão a agitação causada por uma única xícara de café. Sabemos que alguns não vivem sem grandes doses diárias de cafeína, mas o incentivo à redução do consumo dá-se exatamente para que você diminua ao máximo os danos que a cafeína pode causar à sua saúde e ao seu bem-estar físico e psicológico.

Inimigo oculto

Como nossos corpos não estão preparados para processar rapidamente altas doses de açúcar (do modo como consumimos hoje em dia), isso resulta em um desequilíbrio crônico no metabolismo do açúcar. Em alguns casos isso significa altos níveis de açúcar no sangue, hiperglicemia ou diabetes. Para muitos, no entanto, o problema é o contrário: quedas periódicas no açúcar sanguíneo que desencadeiam uma condição chamada hipoglicemia. Seus sintomas surgem quando a glicemia (nível de açúcar no sangue) cai a menos de 50 ou 60 miligramas por mililitro ou quando há uma queda repentina de um nível alto para um mais baixo. Isso ocorre cerca de duas a três horas após uma refeição, ou pode ocorrer em resposta a uma situação estressante, já que o corpo queima açúcar muito rapidamente quando está sob estresse. Os sintomas são:

- sensação de cabeça aérea;
- nervosismo;
- tremores;
- sensação de falta de equilíbrio ou fraqueza;
- irritabilidade;
- palpitação.

Veja com atenção, que sintomas são esses? São também os sintomas de ansiedade! Para alguns casos, as reações de ansiedade podem ser na verdade causadas pela hipoglicemia. Por isso a ansiedade diminui ao comermos alguma coisa, porque aumenta nosso nível de glicemia.

A glicemia entra em equilíbrio quando o pâncreas secreta um excesso de insulina. A insulina é um hormônio que faz o açúcar da corrente sanguínea entrar nas células. Na hipoglicemia o pâncreas tende a exceder a produção de insulina. Se você ingere açúcar demais, pode ter um nível alto temporário seguido, meia hora a uma hora depois, por uma queda abrupta em resposta à produção excessiva de insulina no corpo.

Isso também ocorre em resposta a um estresse súbito ou crônico. Situações estressantes podem levar a uma perda do açúcar sanguíneo. Quando a glicemia cai demais, suas glândulas adrenais entram em ação e secretam adrenalina e corticoides, que o fazem sentir-se mais ansioso e agitado.

O que fazer para evitar a hipoglicemia?

- Elimine ao máximo os tipos de açúcar simples de sua dieta;
- Substitua doces por frutas;
- Reduza ou elimine o amido simples como massas, cereais refinados, batata, arroz e pão branco. Substitua-os por carboidratos complexos como pães e cereais integrais;
- Entre as refeições faça lanches compostos por carboidratos complexos e proteína.

Fonte: BOURNE, E.; GARANO, L. Acabe com a Ansiedade Antes que Ela Acabe com Você – 10 maneiras simples para aliviar a ansiedade, o medo e as preocupações. São Paulo: Editora Gente, 2008. 191 p.
 

Saúde 06/02/2012 15h39

Lance Armstrong – o homem que ganhou 7 Tour de France após vencer o câncer

Conheça a história de superação do vitorioso ciclista norte-americano


“Demorou bastante para eu me convencer de que ser paciente era diferente de ser fraco, e de que correr com estratégia não significava dar menos do que eu podia”, diz Lance Armstrong, em seu livro “Lance Armstrong – De volta à vida”. O heptacampeão do Tour de France, mais clássica e famosa prova ciclística do mundo, conta que sempre teve uma natureza impaciente, e que perdeu competições por querer mostrar tudo o que podia fazer, sem agir racionalmente em busca da vitória. “O ciclismo é um esporte que premia campeões maduros”, destaca.

Nunca foi exigido dele mais calma e paciência do que quando recebeu, aos 24 anos, no ano de 1996, a notícia de que tinha câncer. A doença surgiu no auge de sua vida e de sua performance como atleta, pois Armstrong já somava importantes vitórias e era reconhecido como uma grande promessa para o ciclismo mundial. Seus exames apontaram um câncer testicular com metástase nos pulmões e no cérebro, e apesar de as evidências conduzirem o jovem ciclista para uma triste derrota na luta pela vida, ele venceu.

Mais do que ser alguém que se recuperou de um câncer com poucas chances de sobrevivência, Armstrong conseguiu o inacreditável. Com muita dificuldade, encontrou uma empresa disposta a patrociná-lo (pois ele tinha deixado de ser um jovem expoente do ciclismo para se tornar um jovem se recuperando de um câncer) e iniciou sua jornada atrás dos objetivos traçados antes de ter o câncer diagnosticado. Em 1999, aos 27 anos, faturou seu primeiro título como campeão do Tour de France, considerada por muitos a prova atlética individual mais difícil do planeta. E assim a venceu por 7 anos consecutivos, um feito histórico, jamais conquistado antes.

Por mais dramática que sua trajetória pareça, Lance afirma que o câncer foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Ele percebeu como ninguém a importância da vida, e ao “reconquistá-la”, superou-se, sagrando-se heptacampeão do Tour. É uma lição de vida que jamais esqueceremos.

Fonte: ARMSTRONG, L.; JENKINS, S. Lance Armstrong – De volta à vida. São Paulo: Editora Z, 2004. 247 p.

 

Saúde e Qualidade de vida 27/01/2012 15h36

Distúrbios do Sono x Qualidade de Vida

Entenda como a insônia, a síndrome da apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas prejudicam uma rotina saudável e como isso pode ser amenizado


Não é difícil imaginar que os distúrbios do sono afetam a qualidade de vida de um indivíduo. Mais do que prejudicar a noite de descanso, eles também geram sonolência e fadiga durante o dia e podem levar a situações perigosas, como quando o afetado vai para a direção de seu carro. Conheça um pouco mais sobre alguns distúrbios que levam muitos aos consultórios para se tratar.

Insônia
Segundo estudo recente, 79,2 milhões de brasileiros possuem algum distúrbio de sono, sendo a insônia a queixa predominante, observada em 35% da população. A dificuldade para iniciar o sono, para mantê-lo (por acordar diversas vezes durante à noite) ou para voltar a dormir é um distúrbio de característica heterogênea podendo ocorrer isoladamente ou estar associado a outros distúrbios do sono. Tratamentos com medicação, sempre prescrevida por um especialista da área, mostram-se eficazes para os insones crônicos na busca por uma vida com mais qualidade, assim como as terapias não farmacológicas, como as terapias de relaxamento muscular progressivo e controle de estímulos.

Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS)
É um distúrbio que atinge cerca de 2 a 4% da população adulta. Caracteriza-se pela redução parcial ou total do fluxo aéreo, devido à obstrução das vias aéreas superiores durante o sono, o que leva a uma fragmentação do sono e uma redução da saturação da oxi-hemoglobina. Entre seus sintomas estão o ronco noturno, seguido pela fadiga e sonolência excessiva durante o dia. Esses fatores são causas frequentes de acidentes automobilísticos, além de o próprio distúrbio ser diretamente associado às mortes por doenças cardiovasculares. É também o distúrbio do sono mais comum em crianças pequenas. Para tratá-lo, algumas medidas gerais devem ser tomadas, sendo elas: perder peso; evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e sedativos; ao dormir, dar preferência ao decúbito lateral; e tratar doenças otorrinolaringológicas e o refluxo gastroesofágico.

Síndrome das Pernas Inquietas
É um distúrbio do sono caracterizado por um forte desejo de mover as pernas ou outras extremidades do corpo durante o repouso. Esse desejo de “se mover” é geralmente acompanhado por uma sensação desagradável de membro afetado, como um formigamento ou vontade de puxar, o que afeta o sono. Pode acontecer em qualquer idade, mas a incidência aumenta com o envelhecimento. A prática de exercícios físicos é sugerida sempre, mesmo que feita associada ao tratamento medicamentoso.

Fonte: SOUZA, José Carlos (Org). Qualidade de Vida e Saúde. São Paulo: Editora Vetor, 2011. 487 p.

 

Saúde e Qualidade de vida 27/01/2012 15h34

Fique de olho nas doenças reumáticas

Saiba quem pode ser afetado e como se precaver contra o reumatismo


Quando se fala em reumatismo, a primeira imagem que vem à nossa mente é uma pessoa bem idosa sofrendo com uma doença nos ossos, não é mesmo? Mas a verdade é que esse estereótipo foge da realidade. As doenças reumáticas, popularmente conhecidas como reumatismo, acometem pessoas de todas as idades, profissões, sexo, cor e classe social. Elas consistem em enfermidades que atingem o aparelho locomotor, ou seja, ossos, articulações (ou “juntas"), cartilagens, músculos, tendões e ligamentos.

As mais comuns são a artrite reumatóide, a osteoartrose, a fibromialgia, as tendinites, bursite, gota, febre reumática, osteoporose e outras patologias que acometem a coluna vertebral. Há agravantes para o quadro como fatores genéticos, traumatismos, trabalho desgastante, obesidade, sedentarismo, estresse, ansiedade, depressão e alterações climáticas. De acordo com o Portal da Saúde, estatísticas indicam que 15 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de reumatismo, a principal causa de afastamento do trabalho.

As doenças reumáticas não são transmissíveis ou contagiosas, e apesar de não terem cura, têm tratamento. O quanto antes a doença for descoberta maiores as chances de o paciente levar uma vida normal e sem dores, minimizando o risco de incapacidade física. Ao perceber dor nas articulações, principalmente por mais de seis semanas, acompanhada de inchaço, calor ou dificuldade para movimentar as juntas, principalmente pela manhã, procure o quanto antes um especialista. Cuide-se!

Clique aqui e saiba mais sobre as principais doenças e as orientações ao paciente no site da Sociedade Brasileira de Reumatologia. (linkar para http://www.reumatologia.com.br/index.asp?Pagina=reumatologia/principaisDoencasEorientacoesPaciente.asp )
Fonte: Portal da Saúde, do Ministério da Saúde e site da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).